Arquivo do mês: julho 2011

A dor de Alice

Eu sinto saudade daquela coisa do “já pensou?” que a gente tinha

– Já pensou a gente ter um “gato gigante”!

– A gente ainda vai ter o cachorro?

– Sim, mas só esse.

– Ah, ia ser legal!

– Já pensou a gente ter um teletransporte, eu ia dormir todo dia na sua casa com você, tá muto frio!

– Já pensou a gente ganhar sábado na mega sena e ter uma casa enorme? Com uma sala gigante pra mim ver futebol? E uma maquina de pinball pra você…

– Eu ia poder levar o cachorro e ter mais um Labrador e um Beagle?

– Tá, mas dai eu vou ter o meu gato..

– Pode ser…

– Se a gente não ganhar, podíamos morar ali naquele apê pequeninho na frente de casa, eu conheço os donos e o aluguel não deve ser caro!

– Mas não tem lugar pro cachorro…

Então seguíamos a rua e imaginávamos a nossa vida no apê da esquina, com lugar pro cachorro.

Eu devia ter largado tudo por você. Esse tudo que hoje, sem você, é tão nada.

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