IM

- Você estava olhando pra mim?
- O que é isso no seu cabelo?
- Escreve o que eu vou te dizer…
- Preciso pegar uma caneta.. Ah, entendi…
- Me escuta?
- Tem uma aranha atrás de você
- Um dia eu vou casar com você
- Toda hora é hora pra uma safadeza
- Eu gosto de como você pensa, garota
- Eu penso muita coisa
- Eu poderia te olhar pra sempre
- 46 dias…

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Que eu não seja outra entre outras iguais.

Quando teu olhar está prestes a cruzar com o meu

os holofotes acendem em sua direção e

a multidão faz de seu grito a minha solidão.

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Wicked Game

[No, I don't want to fall in love...]  Quando perguntavam o que ela via nele, Alice respondia que eram as longas conversas sobre tudo e nada. Baixava a cabeça e ria sozinha, não lembrava de boa parte delas, os detalhes dele tiravam a sua concentração.  [ This world is only gonna break your heart...]

 

 

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Outubro

Não tem remédio, simpatia, macumba ou oração que tire essa saudade de mim.

Eu já procurei em livro, enciclopédia, consultei um guia espiritual, mas infelizmente o tempo não volta atrás.

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A dor de Alice.

Eu sinto saudade daquela coisa do “já pensou?” que a gente tinha

- Já pensou a gente ter um “gato gigante”!

- A gente ainda vai ter o cachorro?

- Sim, mas só esse.

- Ah, ia ser legal!

- Já pensou a gente ter um teletransporte, eu ia dormir todo dia na sua casa com você, tá muto frio!

- Já pensou a gente ganhar sábado na mega sena e ter uma casa enorme? Com uma sala gigante pra mim ver futebol? E uma maquina de pinball pra você…

- Eu ia poder levar o cachorro e ter mais um Labrador e um Beagle?

- Tá, mas dai eu vou ter o meu gato..

- Pode ser…

- Se a gente não ganhar, podíamos morar ali naquele apê pequeninho na frente de casa, eu conheço os donos e o aluguel não deve ser caro!

- Mas não tem lugar pro cachorro…

Então seguíamos a rua e imaginávamos a nossa vida no apê da esquina, com lugar pro cachorro.

Eu devia ter largado tudo por você. Esse tudo que hoje, sem você, é tão nada.

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1996.

Com 11 anos eu fui na minha primeira festa mista, meninos e meninas, a gente chamava de festa americana. Meninos levavam refrigerantes e as meninas comida. Nessas festas, nós meninas, já sonhávamos com o príncipe encantado e um casamento com véu e grinalda. Já os meninos, jogavam futebol. Lá pelas tantas alguém dava o play em um fita K7 intitulada “músicas lentas”, todas nós passávamos batom ansiosas para perder o tal “BV”, ou seja, dar a primeira bitoquinha. Meninos de um lado da sala, meninas do outro e no toca fitas rolando os grandes sucessos de 1996, que iam de Patricia Marx, passando por Toni Braxton, Ace of Base, Débora Blando, Só pra Contrariar, Bryan Adams, Counting Crows, até chegar no Leoni e a musica Garotos. A musica expressa bem o que eu disse sobre meninas sonhando e meninos jogando futebol. Essa ninguém resistia, os meninos criavam coragem tiravam suas pretendentes pra dançar e dessa vez eu também tinha um pretendente. O nome dele era Fábio e ele tinha 14 anos. Nessa época, meninos com essa idade tinham experiencia em beijo e eu nunca tinha beijado. Conversamos sobre as músicas, ele me pediu uma fita emprestada, eu disse que não dava pra copiar por que era protegida, ele me ensinou um truque, achei ele o máximo e me apaixonei. Acabou a dança, sentamos e continuamos conversando, no meio da conversa ele me pediu o que eu tinha no olho. Eu tentei explicar, ele veio se aproximando, eu não percebi o clima e continuei falando, ele olhou pra minha boca, caiu a ficha e nos beijamos.

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Casa & cozinha

Entre tantas tampas e panelas, sentia-se uma frigideira.

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Sobre o fim

Ele: Ela bebia e fumava como um camioneiro.

Ela: Alguém tinha que ser o homem da relação.

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( O texto abaixo é do Renato Alt http://aperteoalt.blogspot.com )

 

212

“E então, finalmente, deixou de resistir. Já não valia de nada, de qualquer forma. Todo esforço era em vão, qualquer movimento se perdia, suas caminhadas já não pareciam levar a lugar algum, suas palavras não quebravam o silêncio, sua voz não se fazia ouvir.

Então simplesmente deixou de resistir.
Não por ele. Não por ele.

Ao invés disso, tomou para si o que podia: os sorrisos roubados quando, eventualmente, os olhares se cruzavam e ele, faminto, buscava neles qualquer cumplicidade, qualquer brilho ou qualquer nuance que, ainda que por apenas uma fração de segundo, tornasse-os cúmplices em alguma realidade que pudesse existir.

Era assim como era; estavam um corredor de distância um do outro, ou talvez uma cidade, ou talvez um oceano, ou talvez um continente. Ou, talvez, algo que não soubesse dizer e que, ainda que soubesse, não diria: é esse o fardo do eterno medo de perder algo que nem sequer sabe dizer se tem.

Assim, deixara de resistir, colocando-se, contemplativo, diante dos dias, alimentando-se de perfume e risadas: esses, ninguém lhe poderia roubar.

E esperava, com a esperança que só os apaixonados são capazes de entender: afinal, quem sabe, o dia poderia vir.”

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Ménage.

Olhos abertos, pés no chão e ele.

Um café, um cigarro e ele

O rádio, uma música e ele

Um esforço, o silencio e ele

A vontade, o sufoco e ele

Alguns passos, a inquietação e ele.

A caneta, algumas palavras e ele.

Mais um cigarro, a chuva e ele.

O telefone, o medo e ele.

Um suspiro, um sorriso e ele.

A cama, o cheiro e ele.

Ele, um pensamento e ela.

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